

Apesar de já estar sob investigação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e de a Controladoria Geral da União (CGU) ter identificado indícios de desvios de R$ 170 milhões dos cofres públicos de dezessete prefeituras, a Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços (Coopemar) ganhou um aditivo de R$ 2,5 milhões, firmado pela Prefeitura de Rosário, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
O documento referente ao contrato nº 036/2015, no dia 29 de abril de 2016, oito meses antes da Operação Cooperare, deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão, em 13 de dezembro daquele ano.


CUSTO DA CORRUPÇÃO
Segundo as investigações, as prefeituras – incluindo a rosariense – contratavam a Coopemar, que não tinha estrutura de cooperativa com divisão de lucros, mas sim de uma empresa comum. O esquema era montado para que pudessem participar apenas cooperativas e por ser uma cooperativa de fachada era a única empresa a vencer os processos de licitação. A organização atua na administração da prefeita rosariense Irlahi Linhares desde 2014.
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O blog do Wllace Braga apurou que ao longo de três anos, a cooperativa recebeu repasses de prefeitura na ordem de R$ 6 milhões. Um pequeno grupo da empresa se beneficiava com os recursos milionários por meio de suas firmas, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal. Nos municípios de Paço do Lumiar e São José de Ribamar, onde a mesma organização prestava serviços, o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) acionou prefeitos e secretários. Na cidade rosariense, por enquanto, a Promotoria de Justiça ainda não tomou nenhuma decisão em relação às denúncias.

LARANJAL DE SANDRO
Há pelo menos 08 anos, esse esquema criminoso que usou cidadãos rosarienses como sócios laranjas, vem assaltando e saqueando o erário público no Maranhão. Batizado de “laranjal podre”, o escândalo em breve levará para cadeia toda essa organização criminosa.
A documentação que faz do dossiê da investigação e que foi publicada em primeira mão pelo blog, mostra que a Coopemar tinha em seu quadro de fundadores, por exemplo, uma verdadeira teia de sócios em Rosário. A maioria deles tinha parentesco com o vereador Sandro Mauro Dias Marinho (PDT), conforme já mostramos na semana passada.
Além disso, o blog apurou que um dos sócios foi convencido a assinar a lista de “fundadores” achando que estaria se filiando a um partido politico. A reportagem conta esses e outros detalhes na próxima matéria.
