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Organização investigada por desvios de dinheiro tinha teia de sócios em Rosário

Documentos obtidos com exclusividade revelam novos nomes de sócios da empresa investigada na Operação Cooperare. Além de filho e irmãos, entidade contava com a participação de mulheres e maridos dos sócios.

Vereador de Rosário, Sandro Mauro Dias Marinho, o pai do crime…
Vereador de Rosário, Sandro Mauro Dias Marinho, o pai do crime…

A Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços (Coopmar), protagonista do maior esquema para desvio de dinheiro público já descoberto no Maranhão, tinha em seu quadro de sócios uma verdadeira ‘teia’ familiar com base em Rosário, município que firmou contrato com a empresa e desde dezembro de 2016, vem sendo alvo das investigações da Operação Cooperare.

Na tarde de ontem, revelamos que parentes do vereador de Rosário, Sandro Mauro Dias Marinho (PDT), integraram o quadro da empresa que é suspeitar de ‘assaltar’ R$ 230 milhões dos cofres públicos de dezessete prefeituras maranhenses. No entanto, novos documentos obtidos com exclusividade pelo Blog do Wallace Braga, indicam que o número de sócios era bem maior do que se possa imaginar.

De acordo com as investigações, o esquema funcionava em organização social com sede, em São Luís. Conforme foi revelado, a lista dos 20 fundadores da organização usada para desviar recursos públicos era composta por Darlan Bruno Dias Marinho, filho do vereador Sandro Marinho; Cinthia Rejane Dias Marinho, Ronald Cesar Dias Marinho e Cândido Bispo Marinho Júnior, irmãos do parlamentar.

Além deles, outros nomes da mesma família também constam desta rede. É o caso, por exemplo, de Alexandra Oliveira Sousa, que seria prima Jarley Carvalho de Brito, que por sua vez vem ser esposo de Cinthia Rejane Dias Marinho, irmã do vereador Sandro. Jarley também consta no quadro de sócios da cooperativa. Outra personagem conhecida na cidade rosariense que integra a lista dos ‘fundadores’ da entidade é Caroline Mota Silva, esposa de Darlan Dias Marinho, filho do parlamentar rosariense.

Outras duas pessoas com grau de parentesco também fazem parte da lista: Fernanda Carla Cordeiro, esposa de Ronald Dias Marinho; e completando a lista Sâmia Mayara Rocha da Silva, esposa de Cândido Marinho Júnior, que assim como o anterior, também é irmão do vereador.

Segundo apurou o blog, esse grupo familiar ligado ao parlamentar rosariense esteve na linha de frente da Coopemar até abril de 2013, período em que foram iniciadas as investigações e três anos depois acabou motivando prisões e apreensões na capital e no interior. Sabendo da gravidade do caso em que estavam envolvidos, os irmãos, filho, cunhado, nora e cunhadas de Sandro se anteciparam e resolveram repassar suas cotas na empresa para cada um dos sócios abaixo, conforme documento ao qual tivemos acesso.

Em 2016, logo após a deflagração da Operação Cooperare, pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Civil do Maranhão, a Coopemar virou Cooperativa Líder de Trabalho em Apoio as Administrações Públicas Municipais (Lidercoop) e entrou em processo de liquidação, etapa que visa à finalização dos negócios, como o pagamento de dívidas, a cobrança de devedores e a partilha.

MAIS ESQUEMA
Os sócios da família Marinho deixaram a Coopemar, mas logo encontraram um novo espaço para colocar em prática o que mais sabem fazer: a roubalheira dos cofres públicos. Hoje, o braço da corrupção encontra-se instalado na Câmara de Rosário. Por lá, o presidente da Casa, vereador Luiz Carlos Barros de Oliveira, o Kiko (MDB), não viu nenhum problema em contratar o contador Darlan Dias Marinho – que é filho do vereador Sandro – para prestar serviços contabilidade ao legislativo rosariense.

O que chama a atenção é que a vasta contratação de empresas para prestar serviços ao parlamento. Quase todos os contratos são passivos de processo por improbidade contra Kiko. O assalto ao erário é tanto que, mesmo com um contador a disposição da Casa, o chefe do legislativo chegou ao ponto de contratar duas empresas de contabilidade com valores diferenciados entre R$ 10 mil e R$ 6,5 mil. O blog conta os detalhes desse esquema na próxima matéria.

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