“O rosto dela estava deformado, os braços estavam amarrados para trás e a cabeça coberta por um saco. Tudo leva a crer que ela foi enterrada viva. Uma violência brutal”, foi o que disse a delegada Eunice Rubem, da Delegacia do Maiobão, em entrevista a uma rádio de São Luís.

Segundo a delegada, que colheu relatos da mãe da menina, Alanna tinha ciúmes de Robert, o que causava conflito entre a criança e o ex-padrasto, principal suspeito do crime.
Sobre a mochila de Alanna, que foi encontrada no bairro Upaon-Açu com caderneta e uma calcinha dentro, a delegada acredita que foi um recurso para despistar as investigações.
“Estou com 19 anos de polícia e já me deparei com muita situação triste, mas essa me chocou demais”, disse a delegada Eunice Rubem, que não rejeita o envolvimento de outras pessoas no crime. “Essa criança certamente gritava, se debatia, faria barulho. Não se descarta a possibilidade de mais pessoas envolvidas. Os laudos vão mostrar tudo com mais precisão”.
LEIA TAMBÉM:
Mãe e padrasto são suspeitos da morte de Alanna Ludmila
Corpo da menina é encontrado sem vida ao lado da sua casa
Padrasto suspeito de sequestrar e matar a menina continua foragido
