
Acontece por todo o país iniciativas de câmaras para aumentar os salários dos prefeitos e vereadores que iniciaram novo mandato desde o início de janeiro. A manobra tenta jogar um ar de algo republicano, mas é legislar em causa própria.
Em todo o País, a população tem reagido a esse golpe sempre dado no apagar das luzes do mandato de prefeitos reeleitos, ou pelos novos gestores, que através de manobras, consegue o controle das Câmaras Legislativas através de acordos financeiros entre executivo e legislativo. Desde 2013, quando milhões de brasileiros passaram a ir às ruas, as pessoas não engolem mais em seco esses abusos. O Brasil não abaixa mais a cabeça para Suas Excelências.
Em Mirador com o prefeito José Ron-Nilde o Roni não é diferente, pois em um momento em que a cidadania exige um novo tipo de representante, mais sintonizado com seus anseios, mais ético e não aquele que trama contra a sociedade na calada da noite, colocando o Legislativo debaixo do braço, garantindo assim suas pretensões mais sórdidas, isso é iniciar o mandato pelas portas do fundo. Mais: é se apresentar à sociedade como alguém que não se encaixa no perfil exigido pelo novo cidadão que emergiu das ruas e, assim, é ser um forte candidato a ter uma curtíssima vida pública, isso serve tanto para o chefe do executivo que compra, como para representante do legislativo que se vende.
Aí, então, cabe uma reflexão para o eleitorado, que precisa estar mais atento e acompanhar de perto as ações de seu vereador. É importante procurar guardar as posturas que o político teve pelo menos nos momentos em que se esperava que ele se revelasse alguém de espírito público elevado. Como se portou? Ouviu seu eleitorado e respondeu às suas demandas? Se entregou ao corporativismo ou manteve o foco naquele que o elegeu? Serviu ao Executivo em troca de empregos para cabos eleitorais, família, dinheiro e otras cositas más ou priorizou sua gente, seus princípios e seus compromissos de campanha?
O cidadão não pode perder esse norte para conhecer quem é de fato aquele que recebeu seu voto. É no mandato que cai a máscara daqueles que a sustentam ou que se confirma a firmeza e o caráter do verdadeiro representante popular. O eleitor não deve permitir que seu vereador seja um “gigolô de mandato”, que o use para lucrar durante quatro anos, e nem que o serviço à sociedade continue sendo um grande negócio, comprar o seu mandato e vender com todos os eleitores juntos.
Reajuste salarial de mandatários numa época de crise profunda na máquina pública em todas as instâncias é um mau exemplo para todos os segmentos, sobretudo o funcionalismo, o setor mais penalizado neste momento de total escassez de recursos nos erários municipais, estaduais e federal. Como tem dinheiro para reajustar a remuneração do prefeito do vice-prefeito e nunca a do servidor?
Pior ainda é que, diante da extrema necessidade de compromisso com a responsabilidade fiscal, as câmaras estendem esses aumentos para secretários e outros cargos de confiança do prefeito. Ou seja, o chefe do Executivo começa o mandato arrebentando com as contas públicas, quando seria preciso entrar com um profundo espírito de austeridade.
Com relação à problemática dos subsídios, foi protocolada pelo jovem advogado Dyego Bandeira, uma ação popular com o intuído de impedir o aumento dos salários do Prefeito, vice-Prefeita, vereadores e secretários, o juiz da Comarca de Mirador/MA, Nelson Luiz Dias Dourado, determinou a manutenção dos subsídios nos valores anteriores à vigência da lei que aprovou os reajustes, suspendendo, portanto, os novos salários.
Resta agora, serem tomadas outras providencias urgentes com relação à contratação de parentes e afins para os cargos do primeiro e segundo escalão do governo do comunista, segundo informações ao blog, o Prefeito eleito Roni, nomeou para as secretarias e direções de órgãos municipais, os parentes que ocupam na grande maioria os cargos de confiança.
Abre o olho Ministério Público de Mirador…
