Justiça Federal bloqueia R$ 220,6 milhões de Eduardo Cunha

Juiz Sérgio Moro considerou riscos de fuga de Eduardo Cunha para o exterior em decisão sobre pedido de prisão.
Juiz Sérgio Moro considerou riscos de fuga de Eduardo Cunha para o exterior em decisão sobre pedido de prisão.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, determinou o bloqueio de R$ 220,6 milhões do deputado cassado Eduardo Cunha, preso nesta quarta-feira (19) pela Polícia Federal em Brasília.

A decisão do juiz atende a pedido feito pelo Ministério Público Federal em ação por improbidade administrativa contra Eduardo Cunha. O bloqueio dos valores consta da mesma decisão em que Moro aceitou o pedido de prisão preventiva oferecido pelo MPF contra o peemedebista.

Apesar de os autos do processo continuarem sob sigilo, os procuradores que atuam na Lava Jato divulgaram trechos da decisão de Moro em que o juiz justifica a aceitação do pedido de prisão alegando “riscos à ordem pública” e mencionando o “risco de fuga ao exterior” por parte do deputado cassado.

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“Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a total identificação de sua localização atual, há um risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação. Enquanto não afastado o risco de dissipação do produto do crime, presente igualmente um risco maior de fuga ao exterior, uma vez que o acusado poderia se valer de recursos ilícitos ali mantidos para facilitar fuga e refúgio no exterior”, destacou o juiz.

Ao pedir a prisão de Cunha, a força-tarefa da Lava Jato listou uma série de fatos que “evidenciaram a disposição de Eduardo Cunha de atrapalhar as investigações”. Entre os dez motivos apontados pelo MPF estão a apresentação de um projeto de lei no Congresso que previa que delatores não poderiam corrigir seus depoimentos e manobras realizadas no Conselho de Ética da Câmara.

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