O PDT a nível nacional decidiu que a bancada deverá votar contra a admissibilidade do impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão foi tomada em reunião do diretório nacional, realizada na noite dessa terça-feira (12), pela maioria dos presentes, que decidiram ainda que os que não seguirem as orientações partidárias sofrerão punições previstas no estatuto do partido, como a expulsão.

O presidente do PDT Nacional, Carlos Luppi, ressaltou que o posicionamento adotado na última reunião segue o que o partido já havia decidido em convenção ainda em janeiro: posição contrária ao impeachment Os pedetistas reiteraram ainda o apoio ao afastamento do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), que responde por acusações no Conselho de Ética da Casa.
Na última segunda-feira, durante votação do processo na Comissão do Impeachment da Câmara, o deputado federal piauiense Flávio Nogueira (PDT) já havia reiterado a posição do partido durante o discurso em que proferiu seu voto contra o impeachment. Na ocasião, Nogueira lembrou que o PDT sempre foi contra o golpe. “O PDT tem trauma de golpe. O país já passou por alguns como o de Getúlio e de João Goulart, figuras emblemáticas do PDT. Defendemos ainda os ideais legalistas desde a época do criador do partido, Leonel Brizola”, reforçou.
O mesmo posicionamento foi adotado pelo líder do partido na Casa, deputado Weverton Rocha (PDT-MA), durante a votação na Comissão do Impeachment. Ele destacou que segue as decisões partidárias e que o PDT entende que, nesse momento, o Congresso deve se manifestar contra o impeachment, que tem experimentado avanços sociais, como oportunizar comida a quem tem fome, moradia, ingresso às universidades, entre outros.
