O discípulo e o mestre

Grandes clássicos da literatura mundial embalam sonhos e motivam vidas que buscam em meio às dificuldades vencer os intempéries enfrentados impostos pela caminhada. Como exemplo livros de superação e auto ajuda, já em outros, pessoas simples ou profissionais buscando serem grandes líderes lêem clássicos como o monge e o executivo de James C. Hunter, mas aqui no Maranhão quem disse que livros são os alvos de aprendizagem ou exemplos a serem seguidos do governador Flávio Dino? Mesmo sendo professor universitário e ex juiz federal, o grande exemplo e quem de fato ele busca ser é o ex presidente Sarney. Partindo desta premissa entendemos diferente do que muitos chamam de obsessão o certo é chamar de admiração, respeito, e até mesmo inveja. Vale enfatizar um dito popular:”-quem desdenha quer comprar!”. Certo que dificilmente, quase impossivel, o atual mandatário do poder do nosso estado alcançará a importância, mesmo que odiado por muitos, que o ex presidente representou e ainda representa no cenário político e literário do nosso país. Mas fazendo um paralelo entre os dois, percebemos nitidamente que o discípulo ou fã, aprendeu muito com seu mestre ou ídolo como preferirem chamar. Explico, o discípulo quando se refere ao seu mestre fala de perseguição, o culpa por todas as mazelas sociais do Maranhão, pois bem, ele não só aprendeu como tratou de fazer o mesmo ou pior, as perseguições a motos e carros mostram que a camada menos afortunada da população são os únicos prejudicados, pessoas simples e humildes que sobrevivem com o pouco que ganham e tem de escolher entre comer e sustentar a família ou pagar impostos absurdos e abusivos para o governo. Tem mais, perseguir todos aqueles que não rezam de sua cartilha comunista, quem não toma bênção não presta! Outra comparação, cooptar aliados usando a máquina do governo para garantir a reeleição, friso, eram práticas condenadas antes de chegar ao poder, muito contraditório. Ah, e grande parte do seu grupo ( grupo do discípulo), são dissidentes do grupo do mestre, que com o mestre não valiam nada, mas ao seu lado são políticos de valor, honrados e que só tem a agregar ao povo do Maranhão. Muitas práticas antes condenadas pelo discípulo hoje são rotineiras, uso de helicópteros, comidas caríssimas, ações populistas, mascarando a verdade, prefeitos que não são aliados, como é o caso de minha cidade Rosário, que é penalizada sem nenhuma obra ou ação do governo já se findando 4 anos de mandado pelo fato de a prefeita ser do MDB. E o povo não conta? Mas não vamos fugir a análise dos fatos onde o aluno, aprendera a cartilha sem tirar nem colocar, mostrando que essa obsessão por Sarney é na verdade amor reprimido, admiração ou até mesmo inveja. No final repito: “-quem desdenha, quer comprar!”.

Por Calvet Filho.
Servo, marido, pai, filho, rosariense, ex policial militar, ex professor, acadêmico de administração da UFMA.

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