Farsa no hospital regional de Itapecuru-Mirim, tudo por um cargo de supervisão

Depois de ter surrupiado a senha do e-mail da direção administrativa e trocado para proibir o acesso da diretora Larissa Araújo, o gestor geral do Hospital de Itapecuru, Josivaldo Veras, junto com a secretária, em troca do cargo de supervisora de recursos humanos, encenaram uma suposta agressão da diretora à funcionária que serve aos gabinetes. Seria cômico não fosse trágico porque os dois gravaram toda a encenação e trataram logo de espalhar em grupos de aplicativos como Whatsapp e redes sociais, o problema é que no áudio gravado por eles quem tenta humilhar, agride verbalmente e xinga é o gestor.

Josivaldo Veras
Josivaldo Veras

A todo momento a diretora administrativa se refere a ele como “o senhor”, ficando claro o tratamento formal e profissional. Preocupada em ter testemunhas da agressão que estava sofrendo, a diretora abre a porta e pergunta se as pessoas ali presentes estavam vendo aquela cena. Um outro funcionário já esperava com prontuário para que a secretária fosse atendida e quis impor ao médico de plantão que relatasse no documento “crise hipertensiva após discussão”. O profissional que assistiu a tudo, negou-se por saber que a mesma faz uso de medicamentos que alteram o sistema nervoso.

Desde que assumiu, por indicação do prefeito Miguel Lauand (PRB) opositor de todo sempre ao governo Flávio Dino (PCdoB), o novo diretor vem tentando transformar o hospital regional num posto de saúde de Itapecuru e tirar do cargo Larissa Araújo e todos os coordenadores de setor que ele encontrou ao tomar posse.

Sua primeira tentativa foi demitir toda a equipe para, na cabeça dele, indicar os aliados da prefeitura. Não deu certo. Depois tentou a todo custo ludibriar a CIR (comissão Inter gestora regional), composta pelos 14 secretários municipais de saúde da região, a aceitar que o atendimento ambulatorial do município (de responsabilidade da prefeitura) que não tem hospital próprio fosse feito no Regional que atende urgência e emergência. Também não deu certo. Tentou mudar o perfil da unidade que hoje é referência em maternidade, só conseguiu parar as obras de reforma depois da espera de dois anos para que ela fosse iniciada.

Josivaldo Veras é um fiel seguidor do ex-secretário de estado da saúde Ricardo Murad e um convicto defensor do clã Sarney, antes de assumir a direção já manifestava sua decisão de tirar do cargo a diretora administrativa pelo fato de que entre as funções dela estar justamente fiscalizar aplicação dos recursos e auditar tudo da unidade. Esta foi mais uma das tentativas de criar fatos que levem o governo a substituir o administrativo, ao tomar posse chegou já perguntando pelos recursos e foi informado de que o gestor não tratava com dinheiro.

Os advogados da diretora já analisaram o áudio e entrarão com ações para garantir os direitos da servidora que é administradora e pedagoga, exerceu o cargo de gestora da unidade regional de saúde de Itapecuru, professora da UEMA, UFMA e presta consultoria em gestão. Para os advogados, a publicação do áudio foi fundamental para a defesa pela clareza que permite identificar o agressor e a agredida, elucida quais quer dúvidas sobre a autoria dos xingamentos e insultos que partem do gestor e seus auxiliares para com Larissa Araújo.

Pegou mal, muito mal para Josivaldo Veras esta tentativa frustrada de criar fatos para forçar a demissão da diretora. Após a repercussão do caso, são grandes as manifestações de apoio a

Larissa Araújo e em todas elas o termo “armação” é unânime. Em dois anos o hospital regional de Itapecuru passou de 45 para 92 leitos, realizou vários mutirões ortopédicos, implantou a informatização da unidade, humanizou o atendimento, renovou poltronas e mobília, capacitou todos os funcionários por setor, ganhou uma reforma ampla e passará de média para alta complexidade.

Todos estes avanços antes da posse do atual gestor, depois a unidade parece ter parado no tempo e os números indicam uma redução brusca da eficiência. O atual gestor iniciou uma implacável perseguição aos correligionários, simpatizantes e eleitores do governador Flávio Dino que trabalham lá. Isso mesmo, um opositor ao governo Flávio Dino, na direção de um órgão do governo e perseguindo eleitores do governador.

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