Alta do ICMS, um fardo pesado para os maranhenses

Governador Flávio Dino
Governador Flávio Dino

O governo da mudança chefiado por Flávio Dino tem-se notabilizado por infligir dissabores aos maranhenses. Se em um primeiro momento, a tirania e o ódio foram as marcas registradas da gestão comunista, com perseguição implacável a adversários políticos, agora, entra em prática um modelo econômico baseado na tributação excessiva do povo, materializado pelo aumento de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em vigor desde ontem. As consequências são as piores possíveis, com destaque para a alta generalizada de preços e o desemprego, que bate à porta de um número crescente de famílias.

O reajuste do ICMS, aprovado em dezembro pela Assembleia Legislativa, por ampla maioria, atinge a conta de energia elétrica, os combustíveis e os serviços de telefonia, de TV por assinatura e internet, gerando um efeito cascata, que se abate como avalanche sobre a já debilitada economia maranhense. Em pleno Dia do Consumidor, foi aplicada a elevação da carga tributária promovida por Dino, que teve como cúmplices nada menos do que 26 deputados estaduais submissos aos ditames dos atuais ocupantes do Palácio dos Leões ou acuados pela ameaça de discriminação na relação política com o Poder Executivo.

A insensibilidade dos comunistas é tamanha que nem mesmo a crise que devasta as finanças do país, com efeitos ainda mais cruéis para as unidades da federação mais pobres, como é o caso do Maranhão, os fizeram abortar a medida. Com a recessão ainda longe de se dissipar, o estado mergulha de vez na instabilidade e, caso as previsões mais pessimistas se confirmem, ficará à beira da ruína.

Definitivamente, a mudança prometida por Flávio Dino nada tem de positiva. Pelo contrário, a cada dia, as ações e movimentações palacianas ganham contornos de um pacote de maldades, desfalcando a renda da população e abalando seu ânimo e sua auto-estima. Em vez da igualdade e da justiça social anunciadas em campanha, o que se vê, na segunda metade da atual gestão, é o massacre da maioria, enquanto um grupo seleto se esbalda em privilégios outrora condenados por quem, hoje, detém o poder.

Recorrendo à sua habitual desfaçatez, o governo tenta fazer crer que o aumento do ICMS não causará prejuízo à população. Chegou ao cúmulo de afirmar que a medida trará ganhos ao povo, na forma de injeção de mais recursos nas prefeituras, como se a administração pública, e não o mercado, fosse o principal motor de desenvolvimento e fomento da economia. O próprio Flávio Dino se auto-escalou para uma entrevista em canal de TV para tentar minimizar os impactos da maior carga tributária para os bolsos dos maranhenses. Não colou e os protestos continuaram se multiplicando nas redes sociais, com fortes ecos nas ruas, dando a certeza de que a polêmica ainda renderá por muito tempo.   

Em pouco mais de dois anos, os maranhenses já tiveram sucessivas decepções com o governo que elegeram como esperança de salvação. Aumentar impostos é um artifício comum a governantes ávidos por fortalecer o seu mando. E é justamente essa a intenção de Flávio Dino, um ex-juiz que ao se tornar político passou a usar a caneta para condenar a coletividade, sem chance de recurso.

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