Grupo Novo Mundo aparece como beneficiada por esquema criminoso no Maranhão

Mais um grupo empresarial reconhecido em algumas regiões do país surge como beneficiado pela “Máfia da Sefaz”. A empresa Novo Mundo Amazônia Móveis e Utilidades Ltda, que tem como presidente o empresário Carlos Luciano Martins Ribeiro obteve vantagens financeiras na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) durante o governo Roseana Sarney. As informações obtidas são do Blog do Neto Ferreira.

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Segundo o Relatório Técnico do Núcleo de Estudos Econômico-Fiscais da própria Sefaz, o ex-secretário Cláudio Trinchão concedeu Regime Tributário Especial irregular e ilegal a Novo Mundo por 12 anos. A concessão foi dada em novembro de 2013 e irá até dezembro de 2025. O documento afirma que esse fato é algo inédito fora dos programas legais de incentivo fiscal.

Presidente do Grupo Novo Mundo, Carlos Luciano Martins Ribeiro.
Presidente do Grupo Novo Mundo, Carlos Luciano Martins Ribeiro.

“Não há previsão legal na legislação tributária maranhense para concessão de crédito presumido para varejista de móveis e eletrodomésticos. O art. 6° do Anexo 1.5 do RICMS/03 concede crédito presumido do imposto, no percentual equivalente, de tal forma que a carga tributária seja de 2% (dois por cento) nas saídas de mercadorias produzidas pela indústria de móveis estabelecida neste Estado. O benefício é concedido à indústria de móveis, não para o varejo de móveis.”, explica o documento.

Conforme constatou a auditoria, a empresa foi beneficiada com o pagamento da carga tributária de 4% sobre o valor das operações de saídas internas, não incidindo nas transferências internas e 2% sobre o valor das operações de saídas interestaduais, inclusive quando realizadas entre suas filiais. O relatório também aponta que o Grupo Novo Mundo não registra no software da Declaração de Informações Econômico-Fiscais – DIEF o valor do crédito presumido concedido pelo regime especial analisado.

De acordo com investigações realizadas pelo titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, Paulo Roberto Barbosa Ramos, 190 empresas foram beneficiadas no esquema criminosos da Sefaz, que era orquestrado por Cláudio Trinchão. O rombo deixado pelas concessões ilegais foi mais de R$ 410,5 milhões nos cofres dos Estados.

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