Polícia Legislativa teria ajudado José Sarney e Edison Lobão

Senador José Sarney e Edison Lobão.
Senador José Sarney e Edison Lobão.

Segundo fontes ligadas às investigações, policiais legislativos teriam feito varreduras na Casa da Dinda, residência particular de Collor em Brasília, além de imóveis particulares ligados a Sarney. Lobão e Gleisi também teriam se beneficiado de ações semelhantes.Os senadores Fernando Collor (PTC-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Edison Lobão (PMDB-MA), além do ex-presidente do Senado e da República José Sarney, são os supostos beneficiários das ações da Polícia Legislativa para atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato.

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) informou que a estrutura da Polícia Legislativa do Senado teria sido usada para dificultar diligências realizadas no âmbito da Lava-Jato e também para satisfazer interesses particulares.

Em delação premiada fechada junto à Procuradoria-Geral da República, um policial legislativo afirmou que, em quatro ocasiões, servidores públicos usaram equipamentos do Senado para fazer varreduras em imóveis particulares e funcionais ligados aos quatro senadores e a Sarney.

O objetivo, segundo as declarações do colaborador, era fazer a chamada contrainteligência: localizar e destruir eventuais sistemas utilizados para escutas telefônicas e ambientes. Em pelo menos duas ocasiões, os agentes públicos se deslocaram até a cidade de São Luís (MA) e Curitiba (PR) para executar as tarefas.

As varreduras foram feitas com equipamentos do Senado Federal e os agentes viajaram usando recursos públicos e passagens aéreas custeadas pelo Estado. Além disso, essas varreduras feitas por policiais legislativos deveriam se restringir ao Senado; no entanto, eles foram a seis endereços diferentes.

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