Na mesma semana em que técnicos do TCU (Tribunal de Contas da União) encontraram indícios de doações ilegais nas campanhas eleitorais por todo o Brasil, como doadores que são beneficiários do Bolsa Família e até mesmo pessoas já falecidas, e repassaram esse relatório para o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, em Timon (MA) o candidato a prefeito da Coligação “Juntos Pra Fazer Mais”, Luciano Leitoa (PSB) foi intimado pelo juiz da 19ª Zona Eleitoral do município, Drº Rogério Monteles da Costa, para prestar esclarecimentos de supostos indícios de irregularidades em 2899 doações que foram feitas para sua campanha.
Entre as supostas irregularidades encontradas pelo magistrado nas doações do candidato encontram-se: Doador inscrito em programas sociais do governo; Doador cuja renda conhecida é incompatível com o valor doado; Doador sem vínculo empregatício conhecido nos últimos 60 dias anteriores à data da doação; Fornecedores com relação de parentesco com candidato ou seu vice, revelando indícios de suspeita de desvios de recursos; e concentração de doadores em uma mesma empresa, revelando indícios de doação empresarial indireta.
O ministro Gilmar Mendes inclusive já se manifestou sobre o caso de serem comprovadas esses tipos de doações irregulares para campanhas eleitorais. “Então, amanhã se tivermos uma pessoa que recebe assistência social e faz doação, há algo de errado. Todos esses batimentos, isso pode resultar no final na impugnação do próprio candidato, pode haver abuso de poder econômico”, afirmou. Caso se confirmem as irregularidades o candidato poderá ter sua candidatura cassada pela Justiça Eleitoral, além de perca de seu mandato e ter seus direitos políticos suspensos por oito anos.
Não é a primeira vez que beneficiários de programas sociais se envolvem em polêmicas no governo de Luciano Leitoa. No final de 2015 a tesoureira da Secretaria de Desenvolvimento Social (Semdes) da Prefeitura de Timon, Márcia Araújo da Silva, foi flagrada como beneficiária de forma ilegal do Programa Bolsa Família. A funcionária pediu desligamento voluntário do Programa, quando a notícia foi veiculada em jornais e blogs de todo o Maranhão, mas acabou sendo exonerada de seu cargo pouco tempo depois.

