A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), participou da abertura oficial do Seminário Educação Escolar Indígena da Amazônia Legal. O objetivo do evento foi a troca de informação e experiências das práticas e projetos desenvolvidos na região e elaboração do Plano de Ação de Educação Escolar Indígena da Amazônia Legal, que será um documento de referência para os governos estaduais e o federal. O seminário foi realizado nesta sexta-feira (13) e no sábado (14), no auditório do Hotel Abbeville.
A iniciativa é fruto de uma parceria do governo do Estado com o Ministério da Educação (Mec), com apoio do Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) Região Norte, da Coordenação das Nações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab) e da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
DEBATES – Na programação de debates, temas como formação de educadores, acesso, permanência e aprendizagem de crianças indígenas na escola, materiais didáticos, práticas pedagógicas e infraestrutura das escolas indígenas, que serviram de baliza para o plano de melhorias das políticas de educação indígena da Amazônia legal brasileira. O evento reuniu representantes de várias comunidades indígenas do Maranhão, incluindo professores, pais, alunos e lideranças. O prefeito de São Luís, Edivaldo, foi representado na solenidade pelo secretário Municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, que também é presidente da seccional maranhense da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime – MA). Ele destacou que o momento é importante para se discutir e buscar metas para melhorar a educação dos povos indígenas brasileiros.
“É com muita satisfação que participamos deste debate promovido pelo governo do Estado, colocando o respeito da gestão pela educação indígena. E, através dessa vontade de lutar, colocamos este assunto na ordem do dia, a fim de que se busque saídas concretas de educação para todo o povo indígena e resolução dos problemas que significam as nossas tradições, especificidades das nossas áreas, que se respeite a existência e se trabalhe a diversidade,” pontuou.
CULTURA INDÍGENA – O secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular Francisco Gonçalves, representando no ato o governador do Maranhão, Flávio Dino, destacou que o atual governo trabalha para que ações e programas desenvolvidos assegurem condições para valorização da cultura indígena. “Assumimos um governo que ao longo de anos não respeitou a luta dos povos indígenas. Será através do respeito e por meio do diálogo com os representantes que buscaremos juntos a efetivação para que todas as políticas públicas em prol do povo indígena sejam implementadas,” disse o secretário Francisco Gonçalves. Para Rita Potiguar, diretora de Políticas Públicas do campo, indígenas e étnico-raciais do Ministério da Educação, (MEC), a atuação das políticas públicas federais precisa ir além do pacto federativo. Maximiliano Menezes Tukano, coordenador Geral das Organizações Indígena Brasileiras e também presente à solenidade de abertura, ressaltou que o momento é de união. “Que ele seja um momento de união para lutarmos juntos para que de fato todas as políticas sejam executadas em prol do nosso povo e na construção do processo político pedagógico”, afirmou.
MESA DE ABERTURA – Compondo a mesa de abertura estiveram presentes o professor Paulo Belizário Gavião, representando os professores indígenas, Maximiliano Menezes Tukano, coordenador Geral das Organizações Indígena Brasileiras, Edelson Pena Forte Pinto, dirigente municipal de Tomantis e Presidente Undime – Amazônia e Região Norte, Algemiro Lima, representante da Secretaria de Estado da Educação do Amazonas, Laurinda Pinto, Secretária de Estado da Mulher, Geraldo Castro Sobrinho, secretário Municipal de Educação de São Luís e Presidente Undime – MA, Esperança Vives, representante do Unicef no Brasil, Rita Potiguara, diretora de Políticas Públicas do campo, indígenas e etno raciais (MEC), e Francisco Gonçalves, secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular.




