A perseguição política e o papel da imprensa

Em toda a sua marcha evolutiva através dos séculos, o homem procurou realizar seus sonhos científicos, econômicos, políticos, sociais e criou algo que merece destaque na sociedade: a imprensa quer seja escrita, falada ou televisiva, cuja meta primordial é a comunicação, mantendo sempre vivo o espírito consciente da verdade, democrático e da imparcialidade ao veicular os fatos do cotidiano, enaltecendo sempre os dignificantes e criticando construtivamente, veementemente, os deploráveis que degradam e causam detrimentos e constrangimentos à sociedade, mesmo que firam suas concepções e aspirações, bem como de governantes, governados, grupos, entidades privadas ou sociais.

Muitos políticos, politicólogos, juristas e filósofos vêm, durante séculos a fio, analisando e debatendo com isenção ou despretensiosamente, o verdadeiro papel da imprensa para evitar choques e atritos de toda ordem que contrariem os interesses da sociedade a curto, médio ou longo prazo. ”É sabido por todos nós que a mensagem verdadeira se eterniza no tempo e no espaço’. “Não foi à toa que o jornalismo superou todos os óbices no decorrer de sua história, sobretudo no período negro da Ditadura Militar, cujos militares fecharam jornais, revistas, perseguiram, prenderam, torturaram jornalistas e tantos foram exilados e sumiram do mapa, segundo efemérides da época, o que não pode e não deve mais se repetir pelos governantes de hoje – nas três esferas (municipal, estadual e federal) -, para darem exemplo de cidadania e de respeito à livre expressão do pensamento que é um direito assegurado na Carta Magna, art. 150 e adendos”.

Hoje, o jornalismo é considerado o “quarto poder”, o olho mágico da nação, pois, busca a notícia em fontes fidedignas, bisbilhoteia, analisa a vida pregressa de quem quer que seja (civil, entidade ou autoridade) e divulga a matéria em tempo recorde, graças ao saber, à experiência acumulada, intrepidez e à tecnologia de ponta em todos os veículos de comunicação de massa, inclusive o rádio, TV , sites, blogs, revistas, jornais impressos e as redes sociais (internet).

“A esta altura, resta-nos dizer que os governos acima citados devem ter em mente a visão modernista dos grandes estadistas que se destacaram e dos que se destacam pelo perfil, conhecimento científico, pelos planos e visão de futuro”. Jamais devem ter e tão pouco cultivar o pensamento retrógrado dos antigos tiranos da Ditadura Militar, que trouxe tanto mal à entidade (imprensa) e ao progresso em todos os setores sociais.

Finalmente, observa-se que, vez por outra, ainda surge no governo brasileiro (municipal, estadual e federal) alguém com ideais mesquinhos e voltados pra aquele passado macabro dominado pela prepotência, o que só trouxe sofrimento, desrespeito ao direito dos amantes da verdade, da liberdade, da ética e do bem estar social, hoje, amparados pela lei maior em apreço. “Todavia, antes de tudo, é de bom alvitre usar o bom senso, o senso crítico, reconhecer o direito à livre expressão do pensamento e se colocar num patamar acima de qualquer suspeita, divergências pessoais, quebrar os grilhões do revanchismo político e fazer valer o espírito democrático em consonância com a imprensa – que é o veículo de comunicação de massa mais importante da sociedade, divulgando ali os seus planos, fazendo questionamentos, dirimindo dúvidas, prestando contas dos seus atos à sociedade e ao Estado, fazendo, assim, um governo progressista, honrado, transparente e democrático. Eis uma das chaves para o bom administrador.

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