Apresentar estratégias para o desenvolvimento da comunicação e da linguagem e para o letramento de pessoas com deficiência, com foco específico nos casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa é a proposta do minicurso “Tecnologia na Educação Especial”, fruto de uma parceria da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), com a Tech Educ Especial. A formação será realizada nos dias 22 e 23 de outubro em São Luís, como parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
As atividades de capacitação serão realizadas na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Tancredo Neves, na Cidade Operária, no período vespertino, das 14h às 17h. Serão disponibilizadas cem vagas para professores das redes municipal e estadual de ensino. A formação oferecerá também a cartilha Luz, Ciência e Vida (LCV), sobre Autismo e Tecnologia Assistiva, comunicação alternativa e direitos. As inscrições podem ser feitas no site www.eventioz.com.br/e/tech-educ-especial
O secretário municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, ressaltou que a atividade está integrada à política de valorização dos educadores desenvolvida na gestão do prefeito Edivaldo, que prevê a ampliação da oferta de oportunidades de formação e aprimoramento profissional. “Ao longo da atual gestão, temos nos preocupado com a formação dos professores da rede municipal, tanto como forma de valorização e reconhecimento do trabalho que eles já desenvolvem quanto para aprimorar os indicadores educacionais da nossa rede. Este curso vai acrescentar ao atendimento já desenvolvido nas salas de recurso e, em particular, para os professores que já trabalham com crianças autistas”, frisou o secretário.
PROGRAMAÇÃO – Combinando inclusão e metodologias de aprendizagem, o minicurso propõe diminuir o distanciamento e desmistificar o assunto, facilitando a comunicação e o desenvolvimento da linguagem entre as pessoas com deficiência. As aulas serão ministradas por professores doutores. Os professores serão capacitados em temas como “Comunicação Alternativa na escolarização dos estudantes com autismo” e “Sistema de Comunicação Alternativa para Letramento de Crianças com Autismo (Scala)”.
Para Keyle Freitas Vale Monteiro, coordenadora da formação, as dificuldades de comunicação enfrentadas pelas pessoas com deficiência reforçam as barreiras do preconceito. “Não existe aprendizagem sem comunicação. A partir do momento que viabilizamos a comunicação para os estudantes com deficiência, ajudamos a criar um novo momento nas escolas e dentro das famílias. Para que isso aconteça, é preciso que, além do conhecimento, o professor tenha também muito amor pelo trabalho que desempenha”, disse a professora, que também é mãe de uma criança autista.
