
O promotor de Justiça Carlos Augusto Soares, titular da Promotoria de Justiça de Anajatuba (MA), reafirmou nesta quinta-feira (9), a existência de uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 13 milhões dos cofres da prefeitura anajatubense por meio de fraudes em licitações e contratos.
No release divulgado pela assessoria do Ministério Público do Maranhão, Soares apontou o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Carlos Braide, pai do deputado Carlos Braide (PMN), com um dos financiadores do esquema criminoso.
O próprio filho de Carlos Braide chegou a receber do pai uma doação de campanha no valor de R$ 50 mil. A contribuição foi feita por meio de depósito em espécie, no dia 24 de outubro de 2014. Não se sabe se a ‘contribuição’ tem alguma ligação com os recursos desviados do esquema.
Segundo o promotor, as ações contra os acusados são baseadas em investigações realizadas em conjunto com a Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União.
“Foi uma investigação aprofundada, extensa e bem coordenada, na qual foram realizadas quebras de sigilo fiscal, telefônico e bancário dos investigados, com autorização judicial, mecanismos esses que permitiram a constatação inequívoca do envolvimento de todos os requeridos nos ilícitos apontados”, revela o promotor.
