Itinga: Falta de aterro sanitário é um problema de dimensão nacional

Prefeita Vete
Prefeita Vete

A exemplo da maioria dos municípios brasileiros, Itinga do Maranhão também sofre com a falta de um aterro sanitário e os lixões continuam sendo um risco para a saúde da população e o “calcanhar de Aquiles” para os gestores municipais, já que de acordo com o IBGE, 64% dos municípios brasileiros, todo o lixo produzido é jogado em terrenos sem nenhum tipo de controle.

Infelizmente, como a maioria dos municípios brasileiros, Itinga do Maranhão ainda vive essa situação, não existe aterro sanitário e com o crescimento populacional, a área determinada para o lixão acabou sendo loteada por gestões anteriores, invadida por populares e tornando-se um caso de saúde pública.

A prefeita Vete Botelho, que já encontrou o problema criado, desde sua primeira gestão vem procurando fazer o que é possível para minorar a situação. Porém, sabe-se que nenhum município consegue construir um aterro sanitário e muito menos mantê-lo, sem ajuda governamental, tanto que o próprio governo prorrogou o prazo para o cumprimento da Lei 12.250/2010, que definiu os parâmetros básicos para coleta, reciclagem, destinação do lixo e conservação ambiental no país.

De acordo com a prefeita Vete, Itinga foi um dos primeiros municípios maranhenses a assinar o TAC – Termo de Ajustamento de Conduta firmando junto ao Ministério Público para a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, integralmente adequado à Lei 12.350/2010, documento assinado em agosto de 2014 e desde então vem se mobilizando nesse sentido.

A prefeita informou ainda, que já foi criado o Comitê Executivo Municipal e em março do ano em curso já aconteceu a primeira capacitação para a criação do Plano Municipal de Saneamento Básico de Itinga do Maranhão. Desde então, tudo vem sendo realizado na forma da lei e dentro das possibilidades do município.

A prefeita frisou também, que há de se levar em consideração um problema ainda mais sério com relação ao município de Itinga, que é a falta de local para a mudança do lixão ou até mesmo da construção de um aterro sanitário, já que o município não dispões de áreas públicas, especialmente distantes da cidade e é detentor de uma extensa bacia hidrográfica, o que dificulta ainda mais a situação, pois todos os supostos locais vão de encontro às leis ambientais por serem próximos de rios.

Finalizando, a prefeita lembrou que dos 217 municípios maranhenses, apenas dois possuem aterros sanitários, que foram construídos pelas hidrelétricas, são eles Carolina e Estreito e ambos estão inativos por falta de condições financeiras dos municípios para manutenção. Vale lembrar, que até a capital do estado ainda se utiliza dos lixões. “Não estou me prevalecendo dessa deficiência, que não é só nossa, mas sim da maior parte do municípios brasileiros e reconheço que o problema precisa ser resolvido. Mas, sem recursos governamentais é impossível fazê-lo e enquanto esse recurso não for carreado, farei tudo que o que estiver dentro do alcance do município para minorar o problema” – diz Vete.

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