
O cunhado do vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PC do B), Washington Kleber Rodrigues Lima — que mesmo enfrentando uma ação movida pelo MPE (Ministério Público Estadual) — foi nomeado assessor sênior da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), tentou de forma rasteira evitar que os internautas deste blog lessem um post publicado em 22 de abril e que contém dados sobre o seu processo criminal por formação de quadrilha que investiga um esquema criminoso de comercialização ilegal de autorização para desmate através de “créditos virtuais” inseridos fraudulentamente no sistema Ceprof/Sisflora.
Para retirar o post do ar, a defesa de Kleber Rodrigues alega que a matéria contém conteúdo difamatório sobre seu cliente. Mas a tese não vai se sustentar na justiça já que o blog usou documentos e um print com a imagem do processo que ainda tramita no judiciário e está disponível ao público no site do próprio Tribunal de Justiça.

A postura do cunhado de Othelino Neto é incompatível com a liberdade de expressão garantida pela Constituição brasileira e que é um dos pilares da moderna democracia que parece definitivamente não existir. Esta não é a primeira vez que o BLOG é alvo de censura. A página eletrônica que está há seis meses no ar e atua com total credibilidade e imparcialidade, sofre com a perseguição de malfeitores da política do estado. Muitos prefeitos e secretários já tentaram calar o blog, utilizando da mesma prática executada por Kleber Rodrigues.
QUEM DEVE TEME – A página triste e violenta da ditadura na nossa História já foi, felizmente, virada. No entanto, a tentativa de Washington Kleber Rodrigues Lima de tentar calar o blog acaba expondo algo ainda mais grave. Afinal, por que ele teme tanto que seu passado nebuloso venha à tona?
A resposta para o questionamento pode está na gestão de Othelino Neto à frente da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). Nesse período, a Comissão de Investigação de Crimes Contra o Erário, com base em inquérito da Delegacia de Polícia Civil Especializada em Crimes contra a Fazenda (DEFAZ), descobriu um mercado paralelo montado pelo ex-secretário que movimentou R$ 500 milhões, entre 2006 e 2008, no governo Jackson Lago (PDT).
