Pavão Filho é acusado de agressão por um líder comunitário da Vila Riod

Vereador Pavão Filho
Vereador Pavão Filho

Na última semana, o vereador de São Luís Pavão Filho (PDT) meteu-se em uma polêmica incômoda. Acusado de agressão por um líder comunitário da Vila Riod, que teria ocorrido em abril, ele viu-se obrigado a ir para a tribuna da Câmara defender-se, atacando. Leonardo Costa registrou ocorrência no 18º Departamento de Polícia (Cidade Operária). Para Pavão, tudo não passa de um factoide político para prejudicar sua imagem. A polícia, por sua vez, calou-se sobre o caso. Não quis falar com a reportagem. Parece não se importar com a investigação dos fatos. Durante esta semana, a reportagem de O Imparcial tentou entender o ocorrido.

Leonardo Costa, um artesão de 37 anos, acusa o vereador Pavão Filho de empurrá-lo três vezes, tomar dele o tablet que segurava e também empurrar a mãe do integrante da associação de moradores, Maria Helena Alves da Silva, de 67 anos, que assistia à reunião. No dia seguinte, 29 de abril, o presidente do conselho fiscal da Vila Riod registrou um boletim de ocorrência no 18º DP, na Cidade Olímpica, acusando Pavão Filho de injúria, lesão corporal dolosa e dano. Também são acusados o presidente da Associação da Apaco, Ledilson Leitão Silva, e um homem identificado apenas como Estevão, funcionário da Fundação Maranhense de Assistência Comunitária (FUMAC) na Vila Janaína.

Registrada na delegacia da Cidade Olímpica no dia 29 de abril, a ocorrência foi encaminhada para a Superintendência de Polícia Civil da Capital. Da SPCC, foi encaminhada para a Delegacia Geral para deliberações. Por meio da assessoria, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que o inquérito policial corre sob sigilo. “Quando o vereador Pavão Filho veio para cima de mim urrando como um boi, me empurrou por três vezes com o seu dedo. Não teve a decência de sequer, se ele tivesse alguma coisa que resolver comigo, de pedir para qualquer pessoa segurar o meu filho”, contou Leonardo Costa. “Ele não me respeitou, veio todo o tempo me agredindo, me chamou de palhaço, falou que era um moleque, que ele não permitia que eu esbravejasse. Ele tomou o tablet da minha mão, queimou meu cartão de memória. Minha mãe foi pedir meu equipamento de volta e ele empurrou as mãos dela. Ele não teve escrúpulo nenhum”, continuou o morador da Vila Riod há 26 anos.

Documento relata supostas ações de truculência praticadas pelo vereador Pavão FilhoDocumento relata supostas ações de truculência praticadas pelo vereador Pavão Filho
Documento relata supostas ações de truculência praticadas pelo vereador Pavão Filho

Depois do embate, Leonardo Costa disse que foi ameaçado e insultado pelo presidente da Associação da Apaco, conhecido como Pajé. Por último, o senhor identificado como Estevão também teria “insultado com palavras” o presidente do conselho fiscal da Vila Riod. Costa reclamou por não ter recebido apoio de pessoas como o presidente da Associação de Moradores da Vila Riod, João Cardoso. “Ele veio dizer para eu me calar, que eu agredi um vereador. Se isso que eu disse é agredir, esse vereador vem agredindo essa comunidade há 16 anos”, argumentou.

Na última sexta-feira (5), João Cardoso contou que, na discussão, Pavão Filho achava que Leonardo Costa estava gravando a reunião e, por isso, tentou tomar o tablet. “Não vi Pavão Filho agredindo a mãe de Leo e nem o filho. Eu não sei se é algum despeito deles, se ele já tinha alguma coisa contra Pavão, mas achei os dois despreparados. Em primeiro lugar, o vereador tinha que manter a calma. Como simples presidente de associação, estou sujeito a socos e pontapés, mas tenho que me preparar para isso e respeitar o direito dos outros”, disse
Cardoso, um dos líderes comunitários da região que assinou um manifesto de apoio a Pavão Filho depois que o boletim de ocorrência foi divulgado na internet. Também presente na reunião do centro de saúde, a vendedora Maria da Conceição dos Santos Silva afirmou que o vereador Pavão Filho não deixou Leonardo Costa terminar de falar e parecia que iria quebrar o tablet. “Fiquei com medo foi de derrubarem a criança, porque o vereador Pavão Filho avançou mesmo nele. Eu me meti no meio para não empurrar a mãe dele, porque senão ele ia derrubá-la. Não sei por que o vereador agiu dessa forma, aqui ninguém gosta dele nessa rua”, contou a vizinha de Leonardo Costa, que mora com a mãe, a mulher e o filho na mesma rua da associação de moradores.

Para Pavão Filho, que negou a agressão, a divulgação do boletim no início de junho foi uma “questão política”. O vereador esclareceu que, durante a reunião, Leonardo Costa entrou no auditório do centro de saúde para reclamar que o encontro acontecia a portas fechadas. Em seguida, teria “agredido através de cobranças descabidas” o vereador. “Acho que ele é desequilibrado, ele entrou na reunião e pedimos que ele se retirasse. Não aceitei, fui duro com ele. Não houve agressão, e isso foi em abril. Qualquer um pode fazer boletim de ocorrência. Isso é uma coisa esquentada”, disse. Por meio de nota, o vereador pedetista afirmou que o registro da ocorrência foi uma “forma de se vingar […], deixando de relatar a verdade dos fatos ocorridos e manifestando apenas a sua opinião pessoal, passando-se por vítima, quando na verdade ele foi o causador de todo o desrespeito ao vereador e às lideranças presentes, pelo seu comportamento translocado de forma orquestrada para tentar atrapalhar o trabalho sério que está sendo realizado”. Com informações O Imparcial.

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