
Repercute em Brasília que o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC e da Constran assinou na ultima quarta acordo de delação premiada na Procuradoria Geral da República (PGR) em que cita nomes de mais de 10 políticos com e sem mandato.
Entre os citados na delação premiada estaria o nome do senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison, Lobão (PMDB-MA), além da ex-governadora Roseana Sarney, também do PMDB e que voltou recentemente de Miami, onde estava sitiada após se negar passar a faixa a seu sucessor Flávio Dino (PCdoB-MA).
Pessoa é acusado de chefiar o esquema de corrupção que assaltou os cofres públicos da Petrobras. A delação premiada de Pessoa chega num momento chave das investigações da Operação Lava Jato. Lobão já é investigado em outros inquéritos da operação no Supremo Tribunal Federal. Roseana Sarney, por não ter nenhum mandato, apenas o benefício de pensão vitalícia por ser ex-governadora e ex-funcionária do Senado, ou seja, acumula o recebimento de dois proventos “pelos excelentes trabalhos prestados ao povo do Maranhão”, será julgada na justiça do Maranhão. Desde o início das investigações já era de conhecimento público as possíveis atuações irregulares de Roseana Sarney e Edison Lobão.
Roseana foi acusada de pagar propina para a Constran no Maranhão. Cerca Roseana também o nebuloso fato de Alberto Yousseff, doleiro preso em março de 2014 em São Luís e que deu o pontapé inicial na Operação Lava Jato, foi preso com uma mala de dinheiro que seria destinado a uma pessoa “do alto escalão” do governo de Roseana Sarney. Edison Lobão é acusado de além de ter facilitado propina para as eleições de 2010 no Maranhão e que favoreceria Roseana Sarney.
Segundo a imprensa Lobão teria recebido 30 milhões em propina, que seria destinada a uma eleição “majoritária do Maranhão”, onde seu filho, Lobão Filho, concorreu em 2014 e foi derrotado pelo candidato comunista.
A pergunta que não quer calar: onde a fumaça há fogo? Com a palavra a Justiça brasileira.
