Rodrigo Ramos: o novo ídolo nacionalino

 Rodrigo Ramos: o novo ídolo nacionalinoA pequena Minaçu, no interior de Goiás, a 530 km da capital Goiânia, presenteou o futebol brasileiro com um “paredão”. O goleiro, Rodrigo Ramos Massensini, 34 anos, descendente de italianos, é o segundo dos quatro filhos de Domingos Miguel Massensini e de Mariza Ramos Massensini. Fez história no Sampaio Correa/MA e quer continuar sua vitoriosa carreira defendendo o Leão da Vila Municipal.

Casado com Paula Delane e pai de três filhos: o Rafael, a Maria Eduarda e a Bruna, ainda criança, Rodrigo, mudou com os pais para a capital. Desde muito pequeno sonhou ser jogador de futebol. Aos 12 anos começou a carreira, inicialmente como lateral-direito, mas raramente saia do banco de reservas, até que a ausência do goleiro titular do time mudou para sempre seu destino, sua vida.

“Acho que eu era ruim e sempre ficava de fora (risos). Até que um dia o goleiro faltou, o treinador me colocou para substituí-lo e acabei fazendo uma grande defesa, não sei como, eu só tinha 12 anos, mas acho que nasci para isso. Aconteceu naturalmente”, relembra.

Único desportista da família, se inspirou no goleiro da Seleção Brasileira de Futebol, Taffarel, e sonhava com as defesas do ídolo, nas Copas de 94 e 98. Ainda na pré-adolescência saiu de casa em busca de seu sonho.

O INÍCIO

Aos 12 anos ele foi para a base do Atlético/GO. Tratado como profissional, foi obrigado a assumir responsabilidade de adultos e pouco aproveitou da adolescência e juventude. Nessa época, a ausência da família foi uma das maiores dificuldades.

“Tinha 12 anos quando cheguei no Atlético. Era uma criança, mas sempre procurei obedecer às orientações, não apenas do treinador, mas também da minha mãe. Mas acabei aprendendo a viver e conviver com outras pessoas, a entender a vida como ela funciona, sozinho. Sofri muito com a ausência da minha família. Inclusive, toda a minha carreira, devo aos meus pais, em especial a minha mãe. Imagino como foi difícil para ela deixar o filho, uma criança, sair do interior de Goiânia para a capital, mesmo preocupada com os perigos da cidade grande. Mas ela creditou no caráter do filho, acreditou no homem que ela criou e educou. De coração, agradeço a oportunidade que ela me deu. Minha eterna gratidão a minha mãe e ao meu pai por todo apoio”, conta emocionado.

OS TÍTULOS

O goleiro é um atleta de carreira conceituada. Desde muito cedo vem colecionando títulos. Ainda jovem conquistou o título da segunda divisão do campeonato goiano, por um time do interior do Estado que, segundo ele, o projetou para o futebol profissional.

“Logo que fui para o profissional, tive dois títulos importantes pelo Palmas de Tocantins que também estava começando. Em 2005 conquistei o campeonato maranhense pelo Imperatriz. No Sampaio, tive nove títulos, quatro estaduais, quatro regionais e um título brasileiro, tenho também dois os acessos seguidos”, ressalta.

 OS ACESSOS

Respeitado pela torcida do Sampaio Correa como o “paredão dos acessos”, ele tem dois pelo clube. Em 2012, foi campeão invicto da Série D, dando o acesso a Série C. No ano seguinte, conquistou o acesso a Série B.

“Além dos acessos defendendo o Sampaio tive mais um, no ano 2000, na minha cidade Minaçu, da segunda para a primeira divisão do futebol goiano. Tenho uma carreira vitoriosa por onde eu passo e aqui não será diferente”, afirma.

JOGOS INESQUECÍVEIS

De acordo com Rodrigo, foram muitos, no próprio Sampaio, ao longo dos sete anos em que defendeu o clube. Dentre eles, duas partidas contra o Atlético Paranaense, uma partida contra o Luverdense e uma contra o principal rival, o Motoclube. Mas ele faz questão de ressaltar um jogo.

“Foram muitas partidas inesquecíveis, mas a final do campeonato em 2001, foi especial, eu peguei dois pênaltis, acabei me consagrando ali. São quase 15 anos de carreira que todo o jogo a gente guarda com muito carinho”.

A FAMÍLIA

Da esposa, Paula Delane, ele faz questão de afirmar: “Ela é uma guerreira, me ajuda bastante, digo até que ela assume o papel de assessora. É ela quem agenda meus compromissos que está comigo nos momentos bons e ruins. Afinal, futebol é uma “gangorra”, um dia você está bem no outro nem tanto. Nos momentos bons, compartilho com ela e nos ruins ela faz questão de estar ao meu lado. É uma pessoa sensacional, não imagino jogar futebol sem estar com ela, realmente é minha referência”.

De herança para os filhos, Rodrigo diz que procura dar muito amor, carinho e atenção aos pequenos, mas comenta sobre o futuro do filho Rafael.

“O Rafael tem seis anos e quer ser jogador de futebol igual a mim. Vou ajudar, mas sempre conciliando com os estudos, por mim ele não será goleiro, é uma posição que sofre muito, mas isso é ele quem vai escolher. De uma coisa eu sei, ele gosta muito de futebol, joga na escola, no condomínio, no vídeo game, assiste aos jogos comigo. Vou incentivar”, garante

SER GOLEIRO

Indagado sobre a posição de goleiro, ele não hesita: “Ser goleiro para mim é mágico! Já começa pelo nosso material que é diferente de todos os atletas. Ser goleiro é ter um treinador especialmente para você, o treinador de goleiros. Ser goleiro é uma responsabilidade imensa, inclusive, é a posição mais ingrata que existe no futebol, você pode fazer 20 defesas numa partida, mas no último lance acaba se complicando, a responsabilidade pela derrota será sempre sua. Com esses anos de carreira, aprendi que para ser goleiro tem de ter muita dedicação, responsabilidade e, acima de tudo, respeito. Dizem que onde goleiro pisa, nem grama nasce. Mas essa posição traz muitas alegrias e felicidades também, para mim, graças a Deus, tive muito mais glórias do que qualquer outra sensação.

TORCIDA NACIONALINA

Acostumado ao carinho do torcedor, após sete anos defendendo o Sampaio Correa, ele conta que a atitude dos torcedores nacionalinos o fez se sentir em casa, com a demonstração de que o atleta Rodrigo Ramos foi aceito no elenco.

“Com um, dois dias a gente já percebeu que o torcedor acabou abraçando o atleta Rodrigo Ramos isso é muito bacana. Aos torcedores, não se preocupem, eu vou dar o máximo de mim para levar o Nacional ao lugar que merece. Tudo isso que o Nacional está passando, de estar numa série D, o Sampaio já passou. O Nacional é um gigante adormecido que está pronto para acordar e para crescer. É um grande clube do futebol brasileiro. Me impressionei quando cheguei com a estrutura, com a organização, com os profissionais que aqui trabalham. Mas com trabalho, com empenho, diante o que vejo aqui, o clube tem sim todas as condições de alcançar os objetivos, subir de divisão, fazer grandes campanhas e voltar a figurar a nível Nacional”, finaliza.

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