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A Polícia Civil do Maranhão segue com as investigações sobre o estupro e assassinato de Alanna Ludmilla, de 10 anos. O ex-padrasto da vítima, Robert Serejo de 31 anos, confessou os crimes e negou que tenha tido a participação de outra pessoa na ocultação do corpo. De acordo com os investigadores, só após a conclusão do inquérito policial é que a participação ou não de outra pessoa será confirmada.

Durante coletiva de imprensa, no último sábado, as autoridades policiais fizeram questão de frisar que a mãe da menina não teve nenhuma participação no crime. A divulgação desta informação falsa em redes sociais causou transtorno maior ainda à família.
O caso começou a ser investigado pela delegacia do Maiobão, bairro de Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís, onde o crime aconteceu. Depois, passou para Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP). A princípio, todos os delegados estiveram envolvidos nos depoimentos, mas a delegada Viviane Azambuja agora preside as investigações.
“Ele (Robert) diz que fez sozinho. A priori, ele é o único acusado, mas ainda estamos investigando e qualquer possibilidade de ter mais um pessoa, vamos identificar no decorrer das investigações”, declarou a delegada, que informou ainda que o acusado responderá por feminicídio, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.
Outros dados importantes para a conclusão do inquérito virão dos laudos periciais, que devem ser apresentados ainda esta semana aos policiais civis. Dois institutos estão trabalhando com amostras de material, o Instituto Laboratorial de Análises Forenses (Ilaf) e o Instituto de Genética Forense (IGF).
“Poderá ser materializada prova por meio do exame pericial caso tenha tido ajuda de alguém. Porém, como o local foi extremamente violado, muitas provas foram perdidas”, disse a perita criminal Érica Oliveira.
