Incoerência pode fazer Eliziane desaparecer da politica

Antônio Martins – Coerência nunca foi a principal característica da classe política. No entanto, quando se trata da deputada federal evangélica Eliziane Gama, por exemplo, a coisa é ainda pior. Ela sempre que foi uma grande combatente dos governos João Castelo e Edivaldo Holanda Júnior na Assembleia e Câmara dos Deputados, mostrou estar ao lado das camadas populares, porém, é inegável que vive uma instabilidade política.

A irmã, como é conhecida, vem mostrando desde 2016 que popularidade ou liderança em pesquisa não significa voto real. Mas o que a prejudica mesmo é a sua postura ‘furta-cor’. É que, dependendo da ocasião, ela muda de opinião. Em 2015, Eliziane trocou o PPS pelo Rede, se arrependeu e voltou para o antigo partido.

No dia 18 de abril de 2016, a deputada maranhense votou a favor do impeachment que afastou a ex-presidente Dilma do cargo. Dois anos depois de ter votado contra a ex-presidente do PT, a parlamentar se declarou ‘arrependida’. O problema é que a ‘mudança’ de opinião não foi por convicção, mas pelo interesse no eleitorado de Dilma e Lula, que sempre foi a maioria no Maranhão.

Se valendo do jogo do ‘vale tudo’, a deputada que teve míseros 30 mil votos para prefeita, agora sonha com o Senado Federal. Ou seja, ela parece ainda não ter aprendido com os inúmeros erros cometidos nos últimos anos.

Eliziane deixou uma eleição onde saiu menor do que entrou, afinal chegou como favorita e terminou apenas na quarta colocação com somente 6,19% dos votos válidos, e ao invés de procurar uma eleição mais tranquila, pode arriscar ficar sem mandato.

O caminho mais correto para ela, principalmente se ainda almeja ser prefeita de São Luís, seria disputar a eleição para deputada estadual e retornar para a Assembleia Legislativa. Mas ela pretende insistir no erro, usando a mesma pratica fracassada.

Agora a deputada já estaria com um pé no DEM para, logo em seguida, brigar para ser a escolhida da legenda na disputa pelo Senado, no palanque do governador Flávio Dino (PCdoB). A filiação da deputada, marcada para a próxima quinta-feira (8), teria um único objetivo: tentar “minar” Zé Reinaldo da escolha, já que este seria o candidato natural por sua participação histórica nos quadros partidários e pela densidade eleitoral junto aos prefeitos e lideranças políticas.

Eliziane se apegada numa ‘pesquisa’ para disputar o Senado, mas a deputada melhor do que ninguém sabe que se pesquisa definisse eleição, a prefeita de São Luís seria ela. Por tanto, liderar pesquisas eleitorais, oito meses antes das eleições de outubro, nada representa, pois reflete apenas o grau de conhecimento do eleitor em relação aos possíveis pretendentes ao cargo.

O que interessa mesmo são os votos. E é justamente a postura inadequada que vem fazendo a ‘irmã’ perder votos. Há um ano, a deputada era uma das que mais criticava a gestão do prefeito Edivaldo, hoje ela quer que o eleitor acha natural os ‘elogios’ dela pelo chefe do executivo da capital. Para ela, só faltou mesmo o óleo de peroba.

Se na eleição para prefeita, Eliziane saiu menor. É bem provável que na disputa pelo Senado, ela venha desaparecer do cenário politico maranhense. O blog já avisou, pena que a deputada parece não querer escutar.

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