Caxias: Implantação de hidrômetros é intensificada no bairro Caldeirões

Dando continuidade aos investimentos do Programa de Melhorias do Abastecimento de Água de Caxias, a Prefeitura de Caxias, através do SAAE, está intensificando a implantação de hidrômetros por toda a cidade. A região do bairro Caldeirões está sendo hidrometrada. 

A ação visa democratizar o abastecimento de água e coibir o desperdício que em Caxias chega a consumir cerca de 50% de toda água produzida na cidade. São diversas as causas deste desperdício, passando por uma rede de distribuição frágil e que já é utilizada por mais de 30 anos, como também pela falta de hidrômetros instalados nas residências. 

Dos 15 mil hidrômetros, através do Programa de Melhorias no Abastecimento de Água da cidade, já foram implantados 8.300. Serão instalados 3 mil no residencial Vila Paraíso e os 3,7 mil restantes estão sendo implantados por toda a cidade, como é o caso do bairro Caldeirões.

Segundo a dona de casa Maria Helena Monteiro das Neves, houve melhora no abastecimento após a instalação dos hidrômetros na parte mais baixa de seu bairro. “As pessoas na parte baixo lavavam até o asfalto, ficavam a noite toda jogando água fora e nós aqui na parte alta só olhando e sem água. Agora, após o hidrômetro, eles fecharam as torneiras e a água chegou aqui”, afirma ela. 

No bairro Caldeirões existem 642 ligações domiciliares, 376 delas tem hidrômetros e as 266 restantes estão sendo hidrometradas. Caxias tem hoje mais de 43 mil ligações de água, sendo que apenas 28 mil têm o hidrômetro instalado. Com os novos hidrômetros vamos chegar bem perto de 100% de hidrometração. É menos desperdício e fornecimento mais democrático da água. 

Para o diretor geral da autarquia SAAE Caxias e Presidente da Regional Nordeste 2 da ASSEMAE, o engenheiro Carlos Alberto Martins de Sousa, a manutenção de todo sistema de abastecimento de água passa por uma boa gestão onde a macro e micromedição são preponderantes. “Além de manter a operacionalidade do sistema com a implantação de hidrômetros levamos água a mais pessoas e bem mais longe. Vemos metrópoles com sérios problemas de abastecimento, devemos aprender a lição e não repetir os erros cometidos”, destaca.

O hidrômetro, longe de ser vilão, no mundo inteiro, é o mocinho do abastecimento d’água pois educa o consumo, detecta vazamentos, ou seja, o desperdício, e faz com que moradias localizadas nos locais mais altos recebam a água que seria desperdiçada nas moradias sem hidrômetro e em área com relevo mais baixo. A instalação de hidrômetro em todas as residências é exigência da Lei Federal 11.445 Artigo 23 e da Lei Municipal 1.820 de 2009. 

CRISE DA ÁGUA – Na edição da revista Veja, de 06 de agosto, em suas páginas amarelas, foi publicada entrevista com o economista Gesner Oliveira, PHD pela Universidade da Califórnia e presidente da SABESP entre 2007 e 2010, abordando medidas urgentes a serem tomadas para que a crise da água não chegue ao ponto de calamidade. A primeira é o desperdício que no Brasil chega a 37% de uma água que é desperdiçada antes mesmo de chegar às torneiras. Ampliar a reutilização da água, prática comum nos países que são modelo em abastecimento e medir todo o consumo através da implantação de hidrômetros. 

ASCOM – CAXIAS – MA

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